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Por Ricardo Meier (Site Terra)
Automóveis
Novo Omega, mais jovem e esportivo
06/08/2006 21:30
A cena é mais do que conhecida. Basta lembrar das reportagens sobre política nos telejornais para associar a imagem do Omega chegando e saindo do Palácio do Planalto, do Congresso e de outras “instâncias” do Poder Público. Sim, o sedã da Chevrolet virou sinônimo de carro executivo, utilizado por governos e empresas para transportar seus dirigentes.
Apesar disso, a General Motors decidiu abrir o leque a partir da nova geração do Omega, mostrada esta semana à imprensa. Novamente baseado no Holden Commodore, o sedã perdeu o ar comportado para mostrar as “garras”.

Estilo
Por garras, entenda-se os pára-lamas ressaltados, que dão um certo de ar de competição ao modelo. As linhas dele são mais limpas, sem frisos, substituídos por vincos discretos. Completam o conjunto esportivo as saídas de ar laterais à la BMW M3 e os escapes duplos.
O resultado deixou o Omega com visual mais refinado, chegando a parecer menor, embora a carroceria tenha crescido em vários sentidos. Certamente, será mais difícil para quem vê-lo nas ruas relacioná-lo à geração anterior. '

Interior
Com um entreeixos quase 13 cm maior, o espaço interno melhorou ainda mais, já que estamos falando de 2,91 m, 20 cm a mais que um Vectra, por exemplo. Como o carro é até um pouco mais curto que o anterior, o ganho ocorreu na redução dos balanços traseiro e dianteiro (a traseira e o bico do veículo). Embora a GM diga que o carro leva três pessoas, o desenho do banco traseiro sugere apenas duas pessoas.
A Holden acertou na concepção do painel do novo Omega. Agora, há mais equipamentos e funções, porém, a impressão é oposta, o que mostra claramente que o desenho está mais intuitivo e fácil de utilizar. São três telas de informações no painel de instrumentos e um visor multifuncional no console central que serve para o ar-condicionado bizone, o rádio com MP3 player e a função Bluetooth, esta acionada no volante.
A montadora manteve os acionadores dos vidros e o ajuste do espelho retrovisor na base do console, atrás da alavanca do câmbio, talvez uma das poucas referências ao sedã anterior. Por falar nisso, a herança das ruas australianas já não existe mais. O freio de mão do Omega sempre ficou do lado direito do console, única peça que não era modificada para o padrão brasileiro. No novo projeto, esse detalhe foi lembrado.

Mecânica
O novo Omega manteve o motor V6 3.6 Alloytec introduzido na meia vida do modelo antigo, porém, houve ajustes no gerenciamento eletrônico que significaram uma leve perda de potência (de 258 para 254 cv) para beneficiar o torque maior e em rotações inferiores (de 34,7 kgfm a 3 200 rpm para 35,7 kgfm a 2 600 rpm).
O câmbio automático de 5 marchas com opção seqüencial perdeu os acionadores no volante (as famosas borboletas) devido à falta de interesse dos compradores, segundo diz a GM.
O Omega, em compensação, ganhou um sistema de estabilidade, ESP, que agora gerencia outros módulos como ABS, EBD, EBA (assistência à frenagem) e controle de tração.
Com essas mudanças, o Omega passou a andar menos que seu antecessor. Uma das razões mais prováveis é o peso 133 kg maior – são 1 770 kg contra 1 637 kg. Se antes ele atingia máxima de 235 km/h agora são 229 km/h, uma diferença pequena que a GM credita ao limitador de velocidade. Já a aceleração tornou-se mais lenta sensivelmente: são 8s1 para atingir 100 km/h a partir da imobilidade contra 7s5 da geração anterior.

Mercado
Falar de sedãs de luxo é falar de um segmento minúsculo para os padrões brasileiros, em que vender mais de 2 milhões de veículos é uma coisa comum. A tal categoria, apesar de crescer a cada ano, representou apenas 3 600 unidades em 2006 – menos que a Honda vende de Civic num mísero mês.
Por isso, a meta da GM é atingir 850 emplacamentos por ano, algo como 70 unidades por mês. Para melhorar o atendimento, a marca optou por vender o Omega em apenas sete cidades e em 26 concessionárias (São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília e Campinas). Esses mercados representam 70% das vendas – as demais praças poderão comprar o veículo pelo sistema de venda direta, que é feito por meio de pessoa jurídica.

Com preço sugerido de R$ 145 000 e apenas opções de três cores (preto, grafite e prata), o Omega continuará sendo um concorrente diferenciado, capaz de oferecer o porte de um Audi A6 ou BMW Série 5 e valor de um sedã menor como o VW Passat 2.0 ou o Citroën C5 3.0 l. E com uma vantagem: sem precisar de motorista particular.

FICHA TÉCNICA
Novo Omega
Motor 6 Cil, 3.6 Alloytec
Potência 254 cv a 6.000 rpm
Torque 35,7 kgfm 2.600 rpm
Velocidade máxima 229 km/h
Caixa de câmbio automático, seqüencial
Tração traseira
Rodas e pneus 205/55/16
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