Automóveis Direto
do Forno da Honda 05/05/2006 15:30
A
Honda já tem pronto um novo Civic. Novo mesmo. Nada de perfumarias, de pequenas
mudanças no farol, nas rodas, no painel de instrumentos... A oitava geração
do Honda Civic, lançada no Brasil, rompe alguns conceitos que se poderia
ter sobre a indústria japonesa - o principal deles é o de que japonês é
conservador no negócio de fazer carros de grande vendagem. Com desenho inusitado
e altíssima qualidade de construção, deve causar impacto maior que aquele
provocado na passagem da sexta para a sétima geração do carro, em 2001.
O novo Civic brasileiro é derivado do carro vendido nos Estados Unidos Partindo
de um novo monobloco, ganha um motor completamente diferente e uma transmissão
automática renovada de cinco velocidades, suspensões revistas e um interior
de cair o queixo. Sério, o novo Civic é um dos poucos carros que conseguem
ser mais lindos por dentro do que por fora. '
O apelo esportivo foi destacado na apresentação do carro e é notado em detalhes.
Como no volante de três raios, apenas 36 cm de diâmetro, ótima empunhadura
e revestido em couro para todas as versões. No pedal do acelerador fixo
no assoalho e em forma de prancha. Na direção de relação alterada e tornada
mais direta e firme, permitindo que se vire menos o volante para mudar a
trajetória. Também no moderno câmbio automático que passa a equipar exclusivamente
o EXS, com comando seqüencial por meio de aletas no volante. Destaca-se
por não efetuar trocas ascendentes de marcha sob nenhuma circunstância,
permitindo aceleração até a rotação de corte de injeção, 6.850 rpm.
O cuidado com o aproveitamento de espaço é notório. Posicionamento dos assentos
dianteiro e traseiro, tamanho das portas (sobretudo as traseiras, que ficaram
bem maiores) e detalhesmenores, como alavanca do freio de estacionamento,
ao lado da manopla da transmissão (e não atrás como se vê normalmente)...
tudo, tudo foi revisto e melhorado.
O motor é novo, feito especialmente para esta 8ª geração do sedã - prática
louvável da fábrica japonesa, que opta pelo novo em vez de manter o velho
numa interminável atualização. Permanece um quatro-cilindros, mas de capacidade
cúbica maior - 1.800 cm³, em vez dos 1.700 cm³ do anterior - e ganhou o
sistema i-VTEC, em que o i significa "intelligent". Sua potência é 10 cv
maior em relação ao que substitui, chegando a 140 cv a 6.300 rpm. Seu torque
máximo é de 17,7 kgfm a 4.300 rpm - antes, 15,8 kgfm a 4.800 rpm - sendo
que 80% desse valor estão disponíveis a partir da 2.000 rpm. O LX, por questões
de legislação, está limitado a 125 cv a 5.500 rpm, o que foi obtido por
meio de regulagem eletrônica.
O novo Civic já estará nas concessionárias da marca desde maio, e possui
2 versões de acabamento com o novo motor i-VTEC 1.8 de 140 cavalos, a LXS
e EXS e ainda a LX que é uma versão especial para portadores de deficiência,
e é equipada com motor de 125 cavalos e custará R$ 59.600,00. A LXS somente
equipada com câmbio manual também tem preço inicial de R$ 59.600,00 e a
equipada com câmbio automático custará R$ 64.200,00. A Top de linha EXS
será comercializada somente com câmbio automático e será vendida por R$
77.600,00. O modelo mais completo possui um item diferenciado: as borboletas
atrás do volante para trocas de marchas manual, como na Fórmula 1, exclusividade
do novo Civic que começa a demonstrar que veio para brigar novamente pela
liderança do mercado.
Com vários
prêmios internacionais no breve currículo - incluindo o de Melhor Carro
do Salão de Detroit, no início do ano -, é lançada no Brasil a 8ª geração
do Honda Civic. Fabricada em Sumaré, no interior de São Paulo, chega em
três versões: EXS, LXS e LX (esta exclusiva para portadores de necessidades
físicas especiais). O modelo passou por mudanças profundas, o que justifica
o tempo levado para seu lançamento e a denominação de "nova geração".